Vínicolas mineiras usam inversão de ciclo em sua produção

Luiz Porto e Maria Maria aproveitam o período de seca para criar vinhos com potencial de envelhecimento

A dupla poda ou inversão do ciclo é a técnica que permite aos viticultores mineiros produzir uvas na época do inverno e não no verão, como ocorre normalmente. As fases de crescimento, maturação e colheita — que ocorrem no período das chuvas (primavera e verão) — passam a acontecer no período de seca (outono e inverno), resultando em vinhos de qualidade e potencial de envelhecimento. “Partindo-se do princípio que nas melhores regiões vitícolas mundiais, o clima no período que antecede a colheita é caracterizado por dias ensolarados e noites frias, aliadas ao solo seco, buscou-se inicialmente inverter o clima e ‘tapear’ a videira, alterando o ciclo de maturação e a data de colheita das uvas”, explica o enólogo e PhD em Bordeaux, Murillo de Albuquerque Regina.

Assim nasceram as vinícolas Luiz Porto, em Cordislândia, e Maria Maria (Fazenda Capetinga), em Três Pontas. A primeira conta com 15 hectares de vinhedos formados com mudas importadas de Bordeaux, na França, e uma produção anual de 40 mil garrafas. São seis varietais: cabernet franc, merlot, syrah, sauvignon blanc, chardonnay e cabernet. Ela acaba de colocar no mercado seu rótulo Dom de Minas Cabernet Franc 2012. São apenas 4 mil garrafas de um vinho jovem com discreta maturação em madeira. Predominam as notas frutadas que lembram amoras, morangos e banana, em seguida aparecem os aromas de especiarias. O outro rótulo da vinícola é o Luiz Porto Cabernet Sauvignon 2012. Envelhecido 12 meses em barris de carvalho francês, ele tem notas balsâmicas e finas especiarias, com boa persistência na boca.

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